Banco Mundial financiará projeto sobre gerenciamento de água no Brasil
BR

14 julho 2011

País tem quase 20% da água no mundo, mas segundo órgão, país tem problemas com desigualdade no acesso ao recurso e aumento de desastres naturais ligados a enchentes e secas.

[caption id="attachment_201495" align="alignleft" width="350" caption="Segundo o Banco Mundial, Brasil tem 20% da água doce do mundo, mas tem desigualdades no acesso ao recurso"]

Daniela Gross, Rádio ONU em Nova York.

O Banco Mundial anunciou a liberação de uma verba equivalente a mais de R$ 168 milhões para a implementação do Programa de Desenvolvimento do Setor Água, Interáguas. O projeto, uma parceria com o governo brasileiro e a Agência Nacional da Água, focará em áreas de desenvolvimento do setor que apresentam os maiores desafios.

Entre estes, estão o gerenciamento dos recursos de água e o risco de desastres naturais. A analista de recursos hídricos do Banco Mundial, Paula Freitas, contou à Rádio ONU, de Brasília, que o objetivo do Interáguas é promover a coordenação e fortalecer a capacidade dos recursos hídricos no Brasil.

Projeto Interáguas

“O Interáguas é um projeto de gestão integrada de recursos hídricos que prevê a integração entre os vários setores responsáveis pelos recursos hídricos no Brasil, incluindo a parte de irrigação, gestão mesmo do recurso, água e saneamento, e um pouco também da parte de defesa civil, como o de desastres”, disse.

Segundo o Banco Mundial, o Brasil, apesar de ter quase 20% da água no mundo, tem problemas com desigualdade no acesso ao recurso e aumento de desastres naturais ligados a enchentes e secas. O diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, alerta que o forte desenvolvimento econômico do país colocará ainda mais pressão sobre os recursos de água, desenvolvimento urbano e infraestrutura.

Efeitos Diretos

Para Paula Freitas, a importância de iniciativas como a do Projeto Interáguas é ligar o trabalho de diversas áreas a um objetivo comum de proteção do recurso.

“Você teria desde a área nos aspectos ambientes dos recursos hidricos nos rios e bacias, até os próprios usos, como área de irrigação, saneamento, e o fato deles poderem estar todos juntos no mesmo instrumento com atividades integradas tem um papel muito forte nos resultados que podem ser gerados pelo projeto”, acrescenta.

De acordo com o Banco Mundial, fatores como a falta d’água no nordeste, desigualdade no acesso, poluição dos rios e impactos das mudanças climáticas afetam diretamente a questão social e o desenvolvimento no Brasil.

 

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