Modelo brasileiro contribui para diálogo das civilizações, diz Gilberto Freyre Neto
BR

12 julho 2011

Em entrevista à Rádio ONU, superintendente-geral da Fundação Gilberto Freyre afirma que reunião de várias etnias e culturas mostra realidade de uma convivência pacífica.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O modelo de civilização brasileira pode ser tomado como exemplo na construção de um diálogo entre civilizações.

A opinião é do superintendente-geral da Fundação Gilberto Freyre. Durante uma visita recente à sede da ONU, em Nova York, Gilberto Freyre Neto afirmou que a obra do avô ainda é atual quando se fala de mais entendimento entre povos e culturas.

Heranças

A ONU apoia a iniciativa da Aliança das Civilizações, idealizada por Turquia e Espanha, para aproximar o Ocidente do Oriente.

Nesta entrevista à Rádio ONU, Gilberto Freyre Neto, disse que as heranças africana, europeia e indígena do Brasil, além da contribuição dos imigrantes nos últimos séculos são uma receita de sucesso na convivência entre diferentes povos.

"Essas diversidades, esses aglomeramentos sócio-culturais provocam diálogos com as origens geográficas de todos estes povos. Mas também com povos de origem africana, asiática. Então, você tem uma relação muito íntima de hábitos absorvidos pela população brasileira, que são muitas vezes de islâmica ou de origem oriental. E é dentro desta grande mistura que Gilberto escreve boa parte de sua obra. Ele levanta estas considerações todas e oferta modelos de convivência muito pacífica entre estes atos”, afirmou.

A Fundação Gilberto Freyre administra o legado do antropólogo, autor do clássico “Casa-Grande & Senzala”.

A Aliança das Civilizações, das Nações Unidas, é dirigida pelo ex-presidente de Portugal, Jorge Sampaio.

 

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