São Tomé e Príncipe e Moçambique avançam no cumprimento das metas do milénio

7 julho 2011

Países destacados no relatório da ONU sobre desempenho global; África Subsaariana regista os maiores progressos no acesso à educação primária.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

São Tomé e Príncipe é um dos exemplos de países próximos de atingir a meta de acesso universal à educação primária até 2015, que é um dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.

O país de expressão portuguesa é citado num relatório do Departamento da ONU para os Assuntos Económicos e Sociais, Desa, ao lado do Burundi, Madagáscar, Ruanda, Samoa, Togo e Tanzânia.

Ganhos e Atrasos

O documento, lançado nesta quinta-feira, indica que vários dos países pobres registaram “ganhos impressionantes na luta contra a pobreza”, mas aponta atrasos dos menos avançados nos esforços para a melhorar os padrões de vida das populações.

Moçambique íntegra a lista de países com progressos assinaláveis ao lado do Benim, Butão, Burquina Faso, Etiópia, Guiné-Conacri, Mali e Níger. Os níveis ingresso ao ensino primário aumentou em mais de 25%, entre 1999 e 2009. Com um acesso de 18% registado no mesmo período, a África Subsaariana teve os maiores progressos, aponta o relatório.

Cenário Misto

Em declarações à Rádio ONU, de Maputo, Gabriel Dava, chefe da Unidade de Redução da Pobreza do Programa da ONU para o Desenvolvimento em Moçambique, aponta para um  cenário misto do cumprimento dos ODM’s.

“A meta era que em 2015 tivéssemos a taxa de incidência da pobreza de 40% e os últimos dados que temos neste momento indicam que estamos a estão em 54,7% e este é um indicador ainda alto. Indicadores como a mortalidade materna dificilmente serão alcançados até2015. A questão do acesso universal ao tratamento do HIV/Sida também está longe de ser alcançado.”

Crise Económica

Apesar dos reveses causados pela crise económica global, que entre 2008 e 2009 levou à recessão, aliada aos altos preços alimentares o mundo continua no rumo de alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio, aponta o relatório.

O número de crianças mortas antes de atingir cinco anos diminuiu de 12,4 milhões, em 1990, para 8,1 milhões, em 2009, no que corresponde a uma redução de 12 mil mortes diárias. Os casos fatais devido à malária baixaram em 20% de 905 mil no ano 2000 para 781 mil em 2009.

Apesar de um aumento nos financiamentos - que permitiu a expansão de programas como os de tratamento de pessoas vivendo com HIV/Sida -  o relatório pede extensão de programas para pessoas discriminadas com base no sexo, idade, etnia ou deficiência. A ONU aponta para a continuação de disparidades no progresso entre áreas rurais e urbanas.

 

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