ONU quer prestação de contas de violadores na RD Congo

6 julho 2011

Equipa de investigadores da ONU identifica falta de punição para envolvidos em centenas de estupros na província de Kivu-Norte  no ano passado.

[caption id="attachment_200461" align="alignleft" width="350" caption="Navi Pillay, alta comissária dos Direitos Humanos da ONU"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Continua a faltar de prestação de contas, justiça e segurança para vítimas de estupros na região congolesa de Walikale, aponta um relatório do Escritório da ONU dos Direitos Humanos.

No documento, publicado esta terça-feira, em Genebra, uma equipa de investigadores aponta que cerca de 387 pessoas foram estupradas. Os actos ocorreram entre 30 de Julho e 2 de Agosto de 2010, em 13 aldeias da província de Kivu-Norte na República Democrática do Congo, RD Congo.

Grupos Armados

Na ocasião, uma aliança de grupos armados raptou 116 pessoas, tendo pilhado 965 casas e estabelecimentos comerciais. De acordo com os investigadores, as vítimas de estupro incluiam 300 mulheres, 23 homens e 64 crianças.

A alta comissária dos Direitos Humanos, Navi Pillay, aponta que a falta de progressos nas investigações e a não aplicação das medidas legais contra os responsáveis representavam “um obstáculo sério para a conter futuras violações.”

Familiares e Comunidades

Os investigadores constataram que grande parte dos estupros, levados a cabo por grupos de homens, cometidos na presença de membros das famílias e comunidades.

Pillay aponta que o governo congolês tem responsabilidade primária pela protecção das populações, e pede a copmunidade internacional que equipe melhor a Missão da ONU na RD Congo, Monusco,”com vista a cumprir plenamente o seu mandato.”

 

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