Crianças são maiores vítimas da fome na Somália, aponta o Acnur

5 julho 2011

Agência cita casos de morte  de crianças devido à malnutrição, 24 horas depois da sua chegada aos acampamentos de refugiados; Acnur aponta que crise pode tomar ‘proporções inimagináveis’.

[caption id="attachment_200291" align="alignleft" width="350" caption="Crianças morrem 24 horas após a sua chegada aos acampamentos de refugiados"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Crianças com menos de cinco anos estão a sofrer os piores efeitos da seca na Somália, apontam agências humanitárias. O fenómeno forçou à fuga do país de milhares de pessoas para o Quénia e Etiópia.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur, aponta a existência de crianças severamente malnutridas, que morrem 24 horas após a sua chegada aos acampamentos de refugiados.

Fome e Cansaço

A agência cita relatos de menores mortos de cansaço e fome durante a viagem. Várias outras  perdem a vida após chegarem aos locais de segurança no momento em que recebem ajuda.

De acordo com o Acnur a situação da fome na Somália, que é deteriorada pela seca e guerra civil, pode “degenerar numa tragédia de proporções inimagináveis.” Apenas este ano, cerca de 135 mil somalis fugiram do seu país para os já lotados acampamentos de refugiados do Quénia e Etiópia.

Ajuda Humanitária

O Acnur anunciou igualmente o envio de 100 toneladas de alimentos como parte da ajuda humanitária para os desalojados somalis.

Estimativas da agência apontam que um quarto dos 7,5 milhões de somalis estejam na condição de desalojados internos ou vivam no exterior como refugiados.

 

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