Líderes africanos revelam expectativas para a Cimeira Rio +20

1 julho 2011

Os 53 países do continente defendem necessidade de apresentar voz única no evento sobre desenvolvimento sustentável; África do Sul lança iniciativa para catalisar energia renovável.

[caption id="attachment_200144" align="alignleft" width="350" caption="A Cimeira da ONU sobre desenvolvimento sustentável, Rio +20, será realizada em 2012"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

A necessidade de apresentar uma posição comum na Cimeira da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio +20, a ser realizada no próximo ano no Brasil, foi apontada por vários chefes de Estado africanos.

A aposta foi assumida numa mesa redonda, realizada na capital da Guiné-Equatorial, Malabo. Cerca de 130 representantes, de 53 países, incluindo presidentes e chefes de governo, tomaram parte no evento realizado à margem da 17ª Cimeira da União Africana encerrada nesta sexta-feira.

Economia Verde

O foco das discussões foi o desenvolvimento sustentável ligado às questões da Economia Verde e erradicação da pobreza. Na ocasião, o director executivo do programa da ONU para o Meio Ambiente, Achim Steiner, “disse que África é a região que, possivelmente, colherá maiores ganhos de uma mudança global rumo à Economia Verde”.

Recursos Africanos

“O desafio da Rio +20 é acelerar o reconhecimento dos recursos africanos de forma a ir de encontro com as necessidades continentais, libertando o seu potencial desordenado para tornar o século 21 mais sustentável”, frisou Steiner.

No evento, o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou o lançamento oficial da iniciativa Sul-africana dos Renováveis, Sari, para catalisar os benefícios industriais e económicos com o aumento da produção de energia renovável.

Partilha

O presidente da União Africana, Jean Ping, que moderou o encontro, pediu que tanto a África do Sul como o Quénia partilhem as suas experiencias nas áreas das energias geotérmica e renovável com outras nações do continente.

Na abertura oficial da iniciativa participaram também os presidentes congolês, Dannis Sassou Ngesso, do Congo, e Jean Francois Bozize, da República Centro-Africana.

 

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