ONU quer mais acção para aumentar número de mulheres parlamentares

30 junho 2011

Meta de inclusão de 30% de mulheres nos parlamentos foi atingida por menos de 30 países ; Ruanda tem uma representação feminina de 56%, a mais alta do mundo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

 

Menos de 30 países atingiram a meta de inclusão de 30% de mulheres nos seus parlamentos, indica uma mensagem do Secretário-Geral da ONU.

O pronunciamento foi apresentado, esta quinta-feira, pela representante de Ban Ki-moon para a Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, no Fórum de Alto Nível “Mulher e Democracia: Melhores Práticas”. O evento é realizado na capital da Lituânia, Vílnius.

Avanços

O Secretário-Geral aponta a necessidade de tomar medidas específicas para cobrir a lacuna. Ban, sublinha que graças aos esforços das próprias mulheres, muitos avanços têm sido observados nas últimas décadas com um aumento da presença de governantes de sexo feminino em mais países.

O parlamento ruandês, composto por 56 % de mulheres, tem a mais alta representação feminina do mundo. Cerca de 10% dos países têm mulheres a ocupar o cargo de chefes de Estado e de governo, defende o Secretário-Geral.

Valores Democráticos

Ban indica que a experiência tem mostrado que valores democráticos da inclusão, prestação de contas e transparência são atingidos por leis, políticas e medidas especiais que abordem as desigualdades.

A criação da instituição ONU Mulheres e do Fundo para financiar projectos para impulsionar a agenda feminina em mais de 100 países são apontados como exemplos de incorporação da perspectiva de género em actividades de consolidação de paz.

 

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