Expectativas sobre novo mandato da missão da ONU na RD Congo

29 junho 2011

Após extensão do mandato até meados de 2012, representante do Secretário-Geral da ONU para a Violência Sexual em Conflitos considera que mulheres e crianças estão particularmente vulneráveis a estupros.

 

 

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

 

A representante do Secretário-Geral da ONU para a Violência Sexual em Conflitos, Margot Wallström, saudou, esta quarta-feira, a extensão do mandato da Missão da ONU na República Democrática do Congo, Monusco.

Nesta terça-feira, a decisão foi aprovada, por unanimidade, pelo Conselho de Segurança. A resolução “reafirma como prioridade a protecção de civis” pela missão, que deve permanecer no país até 30 de Junho de 2012.

Desafios de Segurança

Em nota, Wallström considera que devido aos “contínuos desafios de segurança é crucial a permanência das Nações Unidas” na República Democrática do Congo, RD Congo.

A representante considera que a recente ocorrência de estupros em massa na vila de Fizi e na região remota de Nyakele, na província do Kivu-Sul, “demonstram que as mulheres e crianças estão particularmente vulneráveis.”

Investigadores da ONU

De acordo com as Nações Unidas, as violações na RD Congo são geralmente usadas como armas de guerra ou cometidas por actores militares.

Há uma semana, uma equipa de investigadores da ONU seguiu para Nyakele para investigar relatos de violações em massa. De acordo com a ONG Médicos Sem Fronteiras, mais de 100 vítimas de estupro e de outros traumas foram tratadas por seus funcionários deste 21 de Junho.

A Monusco integra cerca 20 mil elementos uniformizados, incluindo 17 mil capacetes azuis, mais de mil oficiais da polícia e o mesmo número de funcionários internacionais.

 

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