Cplp reconhece papel internacional mas pede mais apoios para Bissau

28 junho 2011

A cargo da presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Angola considera que apoios resultariam em sucessos na estratégia de redução da pobreza.

[caption id="attachment_199730" align="alignleft" width="350" caption="Conselho de Segurança discutiu Guiné-Bissau"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, pediu esta terça-feira, mais recursos internacionais para a  Guiné-Bissau.

Discursando no Conselho de Segurança, o secretário de Estado para a Cooperação de Angola, Manuel Augusto, disse que com os apoios o país lograria sucessos na estratégia de redução da pobreza  e Roteiro de Reforma do Sector de Segurança.

Solidariedade

Falando em nome dos sete países-membros da Cplp, da qual Angola assume a presidência rotativa, Manuel Augusto reconheceu a solidariedade e o comprometimento dos países de expressão portuguesa no processo.

“Acções tangíveis que constituem contributos directos para os objectivos do Roteiro vêm sendo implementadas a vários níveis, com realce para o importante papel político - diplomático de Cabo Verde, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste na promoção do diálogo com vista a reconciliação nacional na Guiné-Bissau”, realçou.

Segundo referiu, o Brasil contribui com um programa de formação das forças de segurança da Guiné-Bissau. O plano inclui a criação de um centro de treinamento para a Polícia de Ordem Pública, Serviço de Informações do Estado e Polícia Judiciária.

Formação de Oficiais

Um centro de formação de oficiais militares deverá ser instalado pelo Brasil, que oferece treinamento a jovens do país nas suas academias militares.

Relativamente a Portugal, Augusto citou a formação básica da polícia, incluindo cursos de reciclagem em segurança pública e policiamento judiciário. O treinamento de magistrados e agentes penitenciários  foi igualmente referido, a par do apoio português na implementação das leis orgânicas desenvolvidas com o apoio da União Europeia.

Em Fevereiro, Angola instalou, , a Missão de Apoio da Reforma do Sector de Segurança e Defesa na Guiné-Bissau, Missang. O objectivo é fornecer assistência técnica e militar aos órgãos de defesa e segurança e reconstruir infra-estruturas militares numa operação que envolveu um valor de 30 milhões de dólares.

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