Primeira condenada à prisão perpétua por genocídio no Ruanda

24 junho 2011

Antiga ministra, Pauline Nyiramasuhuko foi acusada de genocídio, conspiração e crimes contra a humanidade.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Tribunal Penal Internacional para o Ruanda, condenou, esta sexta-feira,  à prisão perpétua, a antiga ministra ruandesa do Desenvolvimento, Família e Mulher. Pauline Nyiramasuhuko foi acusada de genocídio, conspiração para cometer genocídio e crimes contra a humanidade.

De acordo com o porta-voz do tribunal, Roland Amoussougga, Nyiramasuhuko desempenhou um papel activo na chamada ao genocídio para violar mulheres e raparigas tutsis. Ela foi detida em 1997.

Pioneira

Segundo o porta-voz, o facto marcante no caso é que a antiga governante, de 65 anos, é a primeira mulher sentenciada pelo Tribunal para o Ruanda, com sede na cidade tanzaniana de Arusha.

Cerca de 80 mil tutsis e hutus moderados foram assassinados no genocídio ruandês, ocorrido em 100 dias.

O seu filho e outros quatro funcionários do governo também acusados de genocídio e de instigar  a prática do massacre, aponta o porta-voz.

Uma nota do Tribunal aponta ter cumprido 90% do trabalho no caso ruandís foi completado. A instituição aponta ter indiciado 92 pessoas, e preso 83 acusados. 9 continuam foragidos.

 

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