Relatório da ONU defende doação direta às instituições haitianas
BR

24 junho 2011

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Um novo relatório das Nações Unidas sugere que a comunidade internacional pode ajudar o governo do Haiti na criação de empregos no país ao investir diretamente nas instituições haitianas.

O documento foi compilado pelo escritório do enviado especial da ONU ao país, o ex-presidente Bill Clinton.

Agências Multilaterais

Segundo o relatório, esta é a melhor maneira de fortalecer o sistema público após o terremoto de 2010 no país, que matou mais de 200 mil pessoas. Cerca de 1,3 milhão de pessoas ficaram desabrigadas. Deste total quase metade já deixou os acampamentos.

Nesta sexta-feira, a Organização Internacional para Migrações, OIM, afirmou que o ritmo de pessoas diminuiu nos últimos meses.

O porta-voz do Batalhão Brasileiro no Haiti, coronel Jorge Roberto Lopes Fossi, falou à Rádio ONU, de Porto Príncipe, como é o processo de saída dos acampamentos.

Reconstrução

"Tem aqueles recursos que são apoio do governo; há as agências voltadas para a reconstrução; tem empresas da comunidade internacional que estão no país fazendo contratos com o governo e tem aqueles (moradores) que particularmente conseguiram com o seu trabalho algum dinheiro e estão conseguindo reestabelecer as suas casas”, disse.

Mais de 40% dos deslocados estão vivendo agora nas chamadas “cidades-tenda”.

A ajuda ao Haiti triplicou entre 2009 e 2010 chegando ao equivalente a mais de R$ 5 bilhões. Cerca de 99% da ajuda pós-terremoto foi entregue a agências bilaterais e multilaterais.

Em um discurso no Conselho de Segurança da ONU, no início deste ano, o enviado especial ao Haiti, Bill Clinton, disse que a doação direta ao governo resulta numa resposta mais rápida de ajuda.

 

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