Milhares de crianças correm risco de abuso na Líbia, aponta a OIM

24 junho 2011

Agência anuncia que mais de 150 menores solitários estão sob  custódia e protecção;  maior exposição à vulnerabilidade ocorre quando as crianças seguem para campos de desalojados.

[caption id="attachment_199272" align="alignleft" width="350" caption="Segundo a OIM, 150 crianças estão sendo encaminhadas ao Acnur."]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Milhares de menores desacompanhados e migrantes que foram separados dos seus pais devido à crise líbia, correm riscos de ser abusados, explorados e violentados, disse a Organização Internacional para Migrações, OIM.

Em conferência de imprensa, em Genebra, a agência indica a existência de mais de 150 crianças solitárias encaminhadas para a custódia e protecção do Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

Aldeias Fronteiriças

Os menores, de idades entre 15 e 17 anos, estão expostos à vulnerabilidade quando seguem em busca de campos de desalojados na fronteira entre a Líbia e o Chade e o Níger.

Marta Bronzin, representante da OIM em Portugal,  disse à Rádio ONU, de Lisboa, que a situação retrata a realidade de três das várias aldeias fronteiriças que acolhem migrantes.

Perigos

“Não podemos dizer que estes números sejam os números reais poderá haver muitos outros. Os nossos colegas em colaboração com o Unicef e autoridades nacionais estão a tentar, agora mais sistematicamente, identificar estas crianças. Parece que há um grupo de raparigas traficadas da África Ocidental recrutadas para trabalhar ou estudar na Líbia, que, afinal, foram levadas para a prostituição. O perigo aí é que é difícil saber se as pessoas que estavam com elas são acompanhantes ou os próprios traficantes”, referiu.

De acordo com a OIM, crianças de nacionalidades maliana, marfinense, ganesa, etíope e sudanesa também integram o grupo. Grande parte destas é originária de famílias de agricultores pobres, dependentes de pequenos negócios.

Elas foram enviadas pelas famílias para a  Líbia,  para tentar melhorar as fontes de rendimento através do trabalho doméstico ou em companhias de transporte.

 

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