ONU recomenda maior investimento social na recuperação pós-crise

22 junho 2011

Relatório indica que população de desempregados ultrapassa  os 205 milhões; documento cita exemplos do Brasil, Moçambique e Portugal.

[caption id="attachment_199009" align="alignleft" width="350" caption="ONU registra 205 milhões de desempregados em 2009."]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Vários governos não estão a dar atenção suficiente às implicações da crise económica global, aponta um estudo publicado, esta terça-feira, pelas Nações Unidas.

O Relatório sobre a Situação Económica: A Crise Social em 2011, refere que, para confrontar o problema, são definidas políticas consideradas isoladas das suas consequências económicas. A recuperação pós-crise é considerada assimétrica e frágil.

Desemprego

De acordo com o estudo, o número de desempregados aumentou de 178 milhões, em 2007, para 205 milhões em 2009. Como resultado do aumento dos preços dos alimentos e combustíveis, entre 47 milhões e 84 milhões de pessoas foram empurradas para a pobreza extrema, no que fez disparar o número de famintos para o recorde de 1 mil milhão.

As áreas de nutrição, saúde e educação são tidas como as que mais sofrem as consequências dos ajustes governamentais, no que vem a afectar o crescimento económico dos países.

Países de Expressão Portuguesa

Relativamente às nações de expressão portuguesa, Moçambique é citado pelo desafios em abordar a malnutrição infantil. Os protestos ocorridos devido a subida de preços alimentares no paíss, em 2010,  são indicados como exemplo da instabilidade causada pela crise .

O relatório realça o exemplo brasileiro da Bolsa Família, que abrangeu mais de 12 milhões de agregados. Em 2009, o programa  teve um acréscimo de benefícios em 10%, para compensar a subida do custo de vida.

Na Europa, Portugal, ao lado da Grécia, Irlanda e Espanha, é referido como tendo reduzido significativamente os valores de ajuda externa para enfrentar a crise da dívida.

 

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