ONGs africanas unem-se para pedir maiores compromissos em Durban

21 junho 2011

Plataforma de mais de 300 grupos da sociedade civil, de 45 países africanos alerta para danos das mudanças climáticas sobre as mulheres do continente.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Centenas de Organizações Não Governamentais africanas manifestaram a intenção de fazer pressão para o alcance de alvos profundos e compromissos legalmente assumidos com vista ao cumprimento das metas de redução da poluição.

Uma plataforma de mais de 300 grupos da sociedade civil, integrando 45 países africanos, alertou ao facto das mudanças terem as mulheres do continente como principais vítimas , “entre a população que já é maioritariamente carenciada”.

Apoios

O grupo Stand Up for Africa realçou o compromisso de angariar apoios da sociedade civil africana em prol de uma maior redução das emissões de gases poluentes da atmosfera. A declaração foi feita em Bona, a seis meses da realização da 17ª da Conferência sobre o Clima de Durban, na África do Sul.

Entre as primeiras instituições a aderir ao desafio está a  Pacja, da República centro-africana. A ONG defendeu que para limitar os danos ao continente, a temperatura deve aumentar entre 1º C e 1,5º C. Com vista a evitar que seja tomado “o rumo ameador”, a Pacja defende uma limitação de cortes mais aprofundada, equivalente a 50% nos países desenvolvidos, até 2017, apontou.

O evento, que ocorre há um ano da realização da Cúpula Rio 2012, que será realizada no Brasil, juntou cerca de 3 mil representantes de 183 países.

 

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