Aiea discute reforço de segurança nuclear mundial

20 junho 2011

Agência avança proposta de cinco pontos para impulsionar a segurança nuclear e proteger pessoas e meio ambiente dos efeitos da radiação.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A confiança global na segurança da energia nuclear foi abalada com o acidente da central japonesa de Fukushima Daiichi, disse esta segunda-feira o director-geral da Agência Internacional de Energia Atómica, Aiea, Yukiya Amano.

Ele discursava em Viena, na abertura de um encontro de cinco dias sobre a segurança nuclear que reúne mais de 100 participantes de todo o mundo, incluindo ministros.

Lições

O objectivo é identificar as lições do acidente, ocorrido após o terramoto e maremoto no Japão, a 11 de Março, e reforçar a segurança nuclear em todo o mundo.

Após o acidente, houve dispersão de material radioactivo libertado por sectores das instalações que foram danificados, e a àrea foi isolada num raio de 20 km.

Energia  Nuclear

Amano apontou que a energia nuclear deve continuar importante para os países, sendo essencial a implementação das medidas de segurança por todas as nações.

O director disse haver necessidade de responder urgentemente à ansiedade causada pelo acidente, com uma proposta de cinco pontos para “impulsionar a segurança nuclear e proteger as pessoas e meio ambiente dos efeitos danosos da radiação.”

Implementação

A primeira visa o reforço dos padrões de segurança e assegurar a sua aplicação universal.  Ele pediu a revisão dos padrões de Fukishima, particularmente os relacionados a perigos como terramotos, maremotos e inundações.

Na segunda, a Aiea prevê a revisão  sistemática e regular da segurança de todas as centrais nucleares. O terceiro ponto pede a sua implementação por organismos reguladores  independentes e com garantias de financiamento e treinamento.

Preparação e Resposta

A quarta proposta prevê o fortalecimento dos mecanismos preparação e de resposta, e considera importante a criação de equipas para o efeito em cada um dos países. O último ponto é relativo às preocupações da agência na recepção e disseminação de informação sobre as instalações nucleares.

A agência considera que a segurança nuclear deve continuar sob a responsabilidade dos Estados, cabendo à Aiea a definição de um futuro nuclear com segurança, em todo o mundo.

 

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