Mulheres e crianças devem suportar maior fardo da situação líbia, alerta o Unicef

17 junho 2011

Agência chama a atenção para consequências do prolongamento do conflito para o funcionamento de escolas e hospitais; alto comissário para Refugiados elogia Tunísia por ter acolhido mais de 540 mil desalojados.

[caption id="attachment_198375" align="alignleft" width="350" caption="Menina de cinco anos em Misrata é alojada em escolas com a família. Crianças estão sem aulas desde Fevereiro."]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Fundo da ONU para a Infância, Unicef, disse, esta sexta-feira, que mulheres e crianças vão suportar o maior fardo de um possível prolongamento do conflito na Líbia.

A agência aponta que as escolas do país estão inoperacionais desde o início, em Fevereiro, da violência entre apoiantes e opositores do líder líbio. O Unicef alerta para o perigo dos menores perderem o ano.

Serviços nos Hospitais

De acordo com o Unicef, serviços hospitalares têm funcionamento limitado devido à falta de medicamentos essenciais. As minas e outros engenhos explosivos são igualmente apontados como ameaças às crianças no país.

Nesta quinta-feira, o alto comissário da ONU para Refugiados, António Guterres, renovou o apelo ao apoio da comunidade internacional para países que abrigam milhares de desalojados devido à violência na Líbia.

Refugiados

Guterres efectua a sua segunda deslocação à Tunísia, que desde a erupção da crise na vizinha Líbia, em Fevereiro. O país acolheu mais de 540 mil pessoas que deixaram o país. De acordo com o Acnur, entre os beneficiários contam-se candidatos a asilo, migrantes e refugiados.

Após visitar o acampamento de refugiados de Coucha, na fronteira entre a Tunísia e a Líbia, o alto comissário pediu aos países que não permitam que a violência entre apoiantes e opositores do líder líbio possa desestabilizar a Tunísia.

Alimentos

Entretanto, mais de meio milhão de pessoas afectadas pelo conflito na Líbia já tiveram assistência alimentar do Programa Mundial da Alimentação, PMA.

Em comunicado, publicado esta sexta-feira, a agência aponta que desde princípios de Março foram abrangidas populações do leste, do oeste e da cidade de Misrata, controlada pelos rebeldes, por via rodoviária e marítima.

O PMA anunciou igualmente o alargamento, por mais três meses, das suas operações de emergência no Norte de África. As actividades estão orçadas em mais de US$ 100 milhões e já receberam um quatro dos fundos.

Até finais de Agosto, as operações devem cobrir 1,5 milhão de pessoas na Líbia e nos países vizinhos.

 

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