Dia da Criança Africana com foco em menores na rua

16 junho 2011

Mais de um terço de crianças da África Subsaariana de idades entre os 5 e 14 anos está envolvido em formas trabalho intenso; 50 milhões perderam um ou ambos os pais devido à Sida.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Dia da Criança africana é assinalado, esta quinta-feira, com um alerta da ONU de que milhares de menores do continente vivem diariamente experiências de violência, exploração e abusos.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância, Unicef, aponta que a situação é mais grave entre menores que vivem e trabalham na rua.

África Subsaariana

Em comunicado, a agência aponta que a África Subsaariana detém um dos maiores índices de trabalho infantil, do mundo, com mais de um terço das crianças entre os 5 e 14 anos envolvido em formas trabalho intenso.

Falando à Rádio ONU, de Maputo, Neto Simão, de 14 anos, alimenta o sonho de ser motorista enquanto vende ovos cozidos para compor o rendimento da sua família, sem pai.

Seis Irmãos

“Estou a vender ovos porque quero ajudar à minha família. O meu pai morreu e tenho seis irmãos. Às 06:30h vou à escola e, depois, quando saímos vendo ovos”, contou.

O Unicef pede aos governos que reforcem o ser apoio aos sistemas que ofereçam bases às crianças e promovam um ambiente para que famílias e comunidades mantenham a segurança e fortaleçam as bases social, de saúde e serviços de educação.

Pobreza Generalizada

De acordo com a agência factores como pobreza generalizada, conflitos, mudanças climáticas e violência doméstica forçam milhares de crianças a deixar os seus lares para viver e trabalhar na rua, expostas a vários males e exploração.

Na África Subsaariana, 50 milhões de crianças perderam um ou ambos os pais devido à Sida. A situação leva a que vários menores crescam sozinhos, com apoio limitado ou mesmo sem o auxílio de adultos e encarregados.

 

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