UA quer suspensão de operações na Líbia para passagem de ajuda humanitária

15 junho 2011

Representante do Comité ad hoc de alto nível da União Africana (UA) sobre o país, disse ao Conselho de Segurança que medida deve ser seguida por um cessar-fogo.

[caption id="attachment_198165" align="alignleft" width="350" caption="Refugiados líbios em acampamento na Tunísia."]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A União Africana vai pedir uma pausa nas operações das partes em conflito na Líbia para permitir a passagem de ajuda humanitária para as populações afectadas, referiu, em Nova Iorque, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Mauritânia.

Hamady Ould Hamady discursou, esta quarta-feira, no Conselho de Segurança em representação do Comité ad hoc de alto nível da União Africana (UA) sobre a Líbia.

Explosões

Segundo agências de notícias, rebeldes que combatem o líder líbio, Muammar Kadafi, avançam de Misrata em direcção à capital, Trípoli, onde ocorreram explosões durante a noite desta terça-feira.

O chefe da diplomacia mauritana disse que a medida deve ser seguida por uma cessar-fogo que seja ligado ao processo político e transição consensual.

Concertação

Falando à Rádio ONU, dias antes do pronunciamento, a embaixadora Brasil junto das Nações Unidas, Maria Luiza Ribeiro Viotti, apontou para a importância da actuação internacional concertada para tratar das questões em torno do conflito líbio.

“Tem havido uma coordenação e diálogo entre os emissários da União Africana e o emissário do Secretário-Geral (Abdul Ilah al-Khatib). O senhor Al-Khatib tem participado de reuniões na UA e tem-se encontrado, no Cairo, com vários representantes de organizações internacionais movidos por este objectivo de busca de uma solução pacífica. Esperamos que os resultados surjam em breve”, frisou.

Além de abordar os últimos desenvolvimentos com vista à solução dos confrontos na Líbia, Hamady manifestou o empenho da UA em trabalhar juntamente com o enviado do Secretário-Geral para a solução da crise.

De acordo com a ONU, centenas de pessoas morreram devido aos combates e cerca de 1 milhão deixaram o país.

 

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