Moçambique vai propor à ONU adesão ao Processo Kimberley

15 junho 2011

Autoridades querem adoptar mecanismo internacional que visa evitar que diamantes ilegais possam financiar conflitos e asseguram que prospecções apontam para a ocorrência de minerais de qualidade.

[caption id="attachment_198131" align="alignleft" width="350" caption="Moçambique deve aderir ao Processo Kimberley."]

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

O Governo moçambicano anunciou que irá submeter à Assembleia-Geral da ONU, em Dezembro, a proposta de adesão do país ao Processo Kimberley.

O processo de certificação de diamantes visa impedir o comércio dos minerais em bruto, em troca de armas de fogo e para financiar conflitos armados, especialmente nos países africanos.

As autoridades moçambicanas admitem que Moçambique ainda não tem diamantes, mas asseguram que pesquisas em algumas regiões do país apontam para a ocorrência de minerais de qualidade.

Falando a jornalistas, a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias, confirmou a finalização da adesão ao Sistema de Certificação de Diamantes de Kimberley.

“A estrutura geológica, a existência de kimberlitos em Moçambique dão indicação da ocorrência de diamantes de qualidade em Moçambique.

Embora ainda não tenhamos começado a produzir, também nos estamos a preparar no sentido de aderir ao processo Kimberley e, de acordo com o nosso programa, queremos ver se até ao fim do ano temos tudo pronto para fazer a submissão”, afirmou.

De acordo com as autoridades, as pesquisas da ocorrência de diamantes em Moçambique ganharam um novo ímpeto há cinco anos.

O executivo moçambicano já concedeu 40 licenças de exploração e pesquisa a 27 entidades, entre empresas e pessoas individuais, que trabalham nas províncias de Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Niassa.

 

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