Agências da ONU querem fim de preferências de pais a meninos
BR

14 junho 2011

Prática ocorre em muitas partes do sul, leste e centro da Ásia que acabam alimentando cultura de discriminação e violência.

[caption id="attachment_198048" align="alignleft" width="350" caption="Combate à "seleção de gênero que favorece meninos"."]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

Cinco agências das Nações Unidas se juntaram para combater o que elas chamam de “seleção de gênero que favorece meninos”. A prática é comum em países do sul, do leste e do centro da Ásia.

Em comunicado conjunto, as agências da ONU, entre elas o Unicef e a OMS, afirmam que o favorecimento de meninos só alimenta uma cultura de discriminação e violência.

Aborto

A preferência dos países por “filhos” colocam muitas mulheres sob pressão de ter um menino, o que leva muitas grávidas a fazer ultrassonografia. E quando as mães descobrem que estão esperando uma menina, acabam abortando o feto.

A representante especial do Secretário-Geral da ONU sobre Violência contra a Criança, Marta Santos Pais, falou à Rádio ONU, de Nova York, sobre o problema.

"A prática está enraizada na convicção de que um filho homem é mais útil à família, não só porque mais tarde ajudará em atividades econômicas que podem ser vantajosas para a família, mas também porque a menina muitas vezes é vista como um ser dependente, que não tem autonomia, muitas vezes porque não tem acesso à escola. E também porque quando casa, fará parte da família do marido, ao invés de ser vista no seu papel autônomo e de contribuição para a família, para a sociedade, de forma idêntica à do rapaz”, explicou.

Em casos extremos, após o nascimento, muitas meninas perdem a vida por negligência ou são mortas pelos pais. A prática de preferência por meninos está causando um desequilíbrio na questão do gênero em países asiáticos. A média, em muitos casos, é de 130 meninos para cada 100 garotas.

*Apresentação: Luisa Leme, da Rádio ONU em Nova York.

 

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