Acnur aponta tensões e regista mais de 320 mil refugiados marfinenses

14 junho 2011

Acnur dá conta de relatos sobre tensões a sudeste; apurados cerca de 322 mil desabrigados no processo de registo.

[caption id="attachment_198035" align="alignleft" width="350" caption="Unoci na Costa do Marfim."]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur,  e agências humanitárias em Cote d’Ivoire anunciaram, esta terça-feira, que o registo dos desalojados, está a fazer emergir a imagem real da situação do país.

A onda de violência na nação africana, também conhecida como Costa do Marfim, foi desencadeada pela recusa do ex-presidente Laurent Gbagbo em deixar o cargo para o sucessor, Alassane Ouattara.

Acampamentos

Até ao momento foram inscritos cerca de 322 mil pessoas, abrigadas em acampamentos ou famílias de acolhimento, numa redução em relação ao milhão registado no culminar da crise.

De acordo com a agência, a maior concentração verifica-se a oeste com 132 mil desalojados, seguindo-se o norte com 62 mil e a capital comercial, Abidjan com 55 mil.

Dois meses após resolução da crise pós-eleitoral,  a agência aponta para relatos sobre tensões em Sasandra, a sudeste, onde mercenários apoiantes de Gbagbo teriam assassinado mais de 280 civis nos princípios de Maio.

 

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