Desafios de desertificação abordados na Semana Africana das Zonas Áridas

14 junho 2011

Delegados de todo o planeta querem maior foco em florestas localizadas em terras áridas como importantes fontes de subsistência e reguladoras do clima.

[caption id="attachment_197903" align="alignleft" width="350" caption="Debate sobre zonas áridas decorre até sexta"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque

Mais de 100 cientistas e representantes de governos e organizações da sociedade civil do mundo discutem, até a próxima sexta-feira, os desafios da desertificação, perda da biodiversidade e mudanças climáticas no continente.

O evento, que decorre na capital senegalesa Dacar, coincide com a celebração da I Semana Africana das Zonas Áridas. Atenção particular é focada nas florestas localizadas em terras áridas como importantes fontes de subsistência e reguladoras do clima.

Reflorestamento

Falando à Rádio ONU, de Lisboa, o professor Filipe Duarte Santos realçou a importância de expansão de reflorestamento, incluindo a construção de uma barreira de árvores ao longo da fronteira do Deserto de Saara com o Sahel.

“Nas zonas áridas e semi-áridas é necessário construir barreiras de vegetação que evitem o avanço das areiras e, depois, ter muita atenção aos processos de irrigação na agricultura para que esta seja sustentável e não provoque a salinização, portanto a degradação dos solos”, sublinhou.

Duarte Santos, que é igualmente revisor do 5° Relatório do Painel Intergovernamental das Alterações Climáticas, a ser publicado em 2013, defendeu a consciencialização das pessoas e disseminação de boas práticas para conter o avanço da aridez do solo africano.

 

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