Angola renova aposta em produzir anti-retrovirais em 2011

13 junho 2011

Ministro angolano da Saúde defende que distribuição às populações deve-se sobrepor aos condicionalismos sobre a escala de produção dos remédios para tratar o HIV/Sida.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O ministro da saúde de Angola, José Van-Dúnem, renovou a intenção de abertura, este ano, da primeira fábrica de anti-retrovirais no país africano de expressão portuguesa.

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, após o encerramento do Encontro de Alto Nível sobre o HIV/Sida, o governante disse estar em curso as obras do projecto na província angolana de Benguela.

Parcerias

Van-Dúnem apontou que além da parceria de dois grandes produtores de genéricos, a iniciativa de criação da companhia conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde, OMS.

“Nós interagimos com o Brasil. O suporte forte é da Índia, uma das grandes produtoras de genéricos do país, está a apoiar essa empresa angolana. Agora, o problema que se coloca é: temos escala nos países para dar dimensão? E o outro problema: é ou não legítimo que o país seja auto-suficiente num medicamento fundamental para a vida das nossas populações. Essa segunda razão, acho, deve-se sobrepor à questão de haver ou não escala na produção desses anti-retrovirais”, explicou.

Negociações na Cplp

De acordo com o governante, o combate à Sida integra a agenda da presidência de Angola da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp.

Ele frisou que o apoio a ser dado pelo Brasil aos países-membros da comunidade “é uma das charneiras das intervenções com o país.”

Van-Dúnem vê as aspirações de Angola e Moçambique para a produção dos medicamentos, seguindo o exemplo brasileiro, como a “criação de capacidades em países da comunidade para responder, com os seus meios, à demanda interna que ainda não é suficientemente coberta.”

 

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