ONU optimista quanto ao ‘princípio do fim do Sida’

10 junho 2011

Onusida congratula-se com aposta dos países em reduzir pela metade a transmissão do HIV e fazer chegar terapia anti-retroviral a 15 milhões de pessoas até 2015.

[caption id="attachment_197701" align="alignleft" width="350" caption="Bebé com Sida no Haiti"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

O Programa Conjunto sobre o HIV/Sida, Onusida,  aponta que o Encontro de Alto Nível definiu metas mensuráveis com vista ao “princípio do fim do Sida”.

De acordo com director-adjunto da agência, Paul De Lay, os Estados-membros concordaram em reduzir pela metade a transmissão vírus que pode provocar a doença, até 2015.

Desempenho

Para a Guiné-Bissau, o sucesso da meta depende do desempenho de cada país em abordar as questões que ditam o alastramento do vírus, como disse à Rádio ONU, em Nova Iorque, o ministro da Saúde, Camilo Pereira.

“Se houver um engajamento de todos nós, se conseguirmos fazer mudar alguns hábitos tradicionais que sabemos que afectam de forma negativas, tomando como exemplo as incisões que até então são feitas de uma forma empírica”, frisou.

Crianças

Para os próximos quatro anos, os países apontam a necessidade de assegurar que nenhuma criança nasça com o HIV e aumente o acesso universal à terapia anti-retroviral para tratar 15 milhões de pessoas.

A propósito, a empresária moçambicana Natividade Bule, que também participou no encontro, falou dos desafios envolvidos na instalação da primeira fábrica de anti-retrovirais em Moçambique, até 2012. Ela é membro do Conselho de Administração do projecto.

Responsabilidade

“Nós acreditamos e as condições estão criadas. O financiamento está lá e o que interessa é a entrega. Zimbábue, Zâmbia e Malawi são parte do mercado e não esqueceremos a nossa responsabilidade social. É um projecto público e a questão da responsabilidade social é a forma mais alta encontrada pelo Estado para demonstrar o seu cometimento”, sublinhou.

O Onusida congratula a aposta dos países em garantir o tratamento de pessoas a viver com o HIV com vista a reduzir em 50% as mortes devido à tuberculose até 2015.

Mais de 3 mil participantes, incluindo 30 líderes mundiais, discutiram esforços para conter a transmissão da epidemia bem como o acesso dos afectados ao tratamento e cuidados.

 

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