Cerca de 115 milhões de crianças que trabalham, correm risco

10 junho 2011

Alerta partiu de relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT; a cada minuto uma criança é vítima de um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico.

[caption id="attachment_197662" align="alignleft" width="350" caption="115 milhões de crianças trabalham. "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU, em Nova Iorque.

Mais de 115 milhões de crianças estão envolvidas em trabalho infantil perigoso, alerta um relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT.

O informe lançado na comemoração do Dia Mundial Contra o Trabalho Infantil,  celebrado neste domingo, aponta um total de 215 milhões de crianças envolvidas em actividades laborais. Mais de 60% são rapazes.

Trabalho

Alexandre de Jesus, de 17 anos, transporta cargas numa carroça para alimentar cinco pessoas na família como contou à Rádio ONU, de Maputo.

“Estou a cuidar de cinco pessoas. Por dia (o rendimento) é variável Se não estivesse a fazer este trabalho gostaria de continuar com os estudos mas do meu trabalho vive a minha mãe e três filhos meus”, disse.

Ferimentos

No relatório “Trabalho Perigoso Infantil: O Que se Sabe, o Que se Precisa Saber”, a agência pede acção urgente com vista a acabar com a prática. Segundo aponta, tanto em nações industrializadas como nos países em desenvolvimento, a cada minuto uma criança é vítima de um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico.

O documento aponta para 2,6 mil ferimentos documentados no Brasil entre 2007 e 2009, envolvendo  crianças trabalhadoras com menos de 18 anos.

A OIT indica que crianças expostas a pesticidas organofosforados tiveram défices motores e de atenção. O problema foi mais frequente no grupo com entre os 10 e 11 anos, o mais novo estudado no país.

Estudos

Países lusófonos como Moçambique e Cabo Verde iniciaram o processo de estudo sobre o fenómeno. Apesar de não terem iniciado a pesquisa, Angola e São Tomé e Príncipe preveem a proibição generalizada da actividade laboral de crianças.

Em 2010, a agência advertiu que esforços para eliminar as várias formas de trabalho infantil perigoso estariam a relaxar, tendo manifestado preocupação com o impcto da crise financeira sobre os objectivos de eliminação do problema até 2016.

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