Conselho dos Direitos Humanos discute violações em Cote d’Ivoire

10 junho 2011

Segundo equipa de investigadores, grande parte das vítimas de abusos  estão no oeste, sul e capital comercial, Abidjan;  relatório vai a debate este 15 de Junho.

[caption id="attachment_197657" align="alignleft" width="350" caption="Civis na Costa do Marfim"]

Daniela Gross, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

Grande parte das graves violações aos direitos humanos e ao direito internacional em Cote d’Ivoire foram cometidas após as presidenciais de Novembro de 2010, indica uma comissão internacional de inquérito.

O grupo, criado para investigar alegações de abusos no país, também conhecido como Costa do Marfim,  submeteu esta sexta-feira um relatório ao presidente do Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra, com base no trabalho efectuado no país.

Investigadores

Parte das violações, que podem constitur crimes de guerra e contra a humanidade, foram cometidas por elementos das Forças de Defesa e Segurança de Cote d’Ivoire, incluindo milícias e aliados, referem os investigadores.

As regiões com o maior número de  vítimas são o oeste, sul e a capital comercial, Abidjan. A onda de violência foi desencadeada pela recusa do ex-presidente Laurent Gbagbo em sair do cargo ao seu sucessor, Alassane Ouattara.

Justiça

A comissão recomenda ao governo que garanta que os responsáveis pelas violações dos direitos humanos e do direito humanitário sejam levados à justiça, e apela para a criação de um mecanismo independente para lidar com a situação da Cote d’Ivoire.

O relatório será discutido, em Genebra, em sessão do Conselho dos Direitos Humanos a decorrer a 15 de Junho.

 

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