Brasil descarta conclusão da Rodada de Doha em 2011
BR

10 junho 2011

Embaixador do país na Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevêdo, disse à Rádio ONU que obstáculos de acesso à mercados é grande impedimento.

[caption id="attachment_197568" align="alignleft" width="350" caption="Roberto Azevêdo"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A conclusão da Rodada de Doha, que visa flexibilizar as regras do comércio mundial, não deve ocorrer até dezembro.

A afirmação é do embaixador do Brasil na OMC, Roberto Azevêdo.

Segundo ele, a conclusão das negociações em 2011 era uma expectativa dos países do G-20, mas divergências sobre as regras de acesso a mercado entre países desenvolvidos e em desenvolvimento são um dos grandes empecilhos ao sucesso da rodada.

Conferência Ministerial

O embaixador Roberto Azevêdo, afirmou que o Brasil deve agora trabalhar para a produção de um pacote de medidas para a Conferência Ministerial da OMC, marcada para dezembro. Nesta entrevista à Rádio ONU, de Genebra, ele falou sobre os desafios para o sucesso das negociações.

“Os maiores obstáculos se encontram nas áreas de acesso a mercados e subsídios tanto em bens industriais quanto agricultura e serviços. Sobretudo, as ambições que vem de alguns parceiros desenvolvidos, em particular dos Estados Unidos. As expectativas são de que haja cortes tarifários dos países emergentes, Brasil, Índia, China, em particular, que são absolutamente fora do alcance. Seguramente, do ponto de vista do Brasil, é absolutamente impossível neste momento, nesta nova etapa de desenvolvimento e com a nossa moeda valorizada da maneira que está”, afirmou.

Combate à Pobreza

Para a OMC, a conclusão da Rodada de Doha aumentaria o comércio dos países em desenvolvimento ajudando assim no combate à pobreza.

No fim do mês passado, o chefe da OMC, Pascal Lamy, disse que o sucesso de Rodada de Doha é importante para o comércio global, e que não é do interesse de ninguém que as negociações fracassem.

 

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