Moçambique procura saídas para sustentabilidade no combate à Sida

9 junho 2011

Primeiro-ministro, Aires Ali realça cooperação com Brasil e comunidade internacional para impulso ao desempenho local com vista a reduzir impactos da doença; taxa de prevalência do HIV em Moçambique situada em 15%.

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Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Moçambique aposta em sustentabilidade para combater o HIV face à inevitável redução do apoio internacional devido à crise económica global, disse o primeiro-ministro, Aires Ali.

Após discursar, nesta quarta-feira, na Assembleia-Geral no Encontro de Alto Nível sobre o HIV/Sida, Ali revelou estar em curso um plano de negociações com vários países para formação de profissionais moçambicanos especializados na área.

Importação

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, o governante moçambicano apontou para o sucesso de uma parceria com o Brasil com vista à abertura da fábrica de anti-retrovirais, para tratar pessoas que vivem com o vírus.

“É uma forma para reduzir os custos da importação de medicamentos e também criar capacidade local. É uma doença que veio para ficar e a infecção continua a ter números elevados e todo este esforço pode ajudar a eliminar, reduzir e tornar mais sustentáveis neste processo”, apontou.

Investimento

No seu discurso, o chefe do governo moçambicano considerou que o investimento na solidariedade internacional é vital em Moçambique  com vista ao “desenvolvimento com saúde e educação.” A taxa de prevalência de HIV no país é de 15%.

De acordo com o primeiro-ministro, as autoridades  apoiam investimentos para descobrir potencializades e explorar recursos através da pesquisa, tratamento, melhoramento e promoção de plantas medicinais para  abordar o HIV/Sida.

Países Lusófonos

Depois do pronunciamento de Moçambique, discursam nesta quinta-feira na Assembleia-Geral  o  ministro da Saúde de Angola, José Vieira Dias Van-Dúnem e a ministra guineense da Presidência, Assuntos Parlamentares e Comunicação Social, Maria Adiatu Djaló Nandinga.

Espera-se igualmente a intervenção do Brasil, através do titular da pasta da Saúde, António Padilha, e de Timor-Leste, Nelson Eduardo Soares Martins.

 

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