Ban lamenta morte de 70 devido à violência na Síria numa semana

3 junho 2011

Comunicado do Secretário-Geral aponta para cerca de mil mortes ocorridas deste o início dos protestos, além de feridos e milhares de detidos.

[caption id="attachment_197063" align="alignleft" width="350" caption="Ban Ki-moon"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O Secretário-Geral da ONU disse, esta sexta-feira, que está alarmado com o escalar da violência na Síria, onde ocorreram pelo menos 70 mortos na última semana.

O número de óbitos desde o início dos protestos antigovernamentais, em meados de Março, ronda os mil além de feridos e milhares de detidos, aponta o comunicado do Secretário-Geral.

Violações

Ban Ki-moon disse estar perturbado pela continuação de uma série de violações de direitos humanos incluindo “informações incómodas de mortes de crianças submetidas à tortura ou que são alvos de munições reais e bombardeamentos.”

Nesta sexta-feira, a representante do Secretário-Geral sobre a Violência contra Crianças, Marta Santos Pais, manifestou a sua preocupação com os “contínuos actos de violência perpetrados contra crianças na onda de tumultos na Síria.”

Segurança

Em entrevista à Rádio ONU, em Nova Iorque, Marta Santos Pais sublinhou que a violência contra crianças deve cessar e haver garantias de segurança dos menores em todos os momentos.

"Temos continuado a receber notícias muito preocupantes de crianças que têm sido mortas no contexto dessas manifestações. De crianças detidas, sem razão aparente, e que têm sido torturadas enquanto estão em situação de detenção. E temos, sobretudo, continuado a receber também relatórios de que se alojou um ambiente de medo e de repressão ão profundo que pessoas que tem sido feridas ou que necessitam de apoio do serviços de saúde de apoio de protecção às crianças  não se atrevem sequer a dar a conhecer essas necessidades”, frisou.

Amnistia

No comunicado, Ban Ki-moon disse ter tomado nota do anúncio de amnistia das autoridades sírias, que envolve o estabelecimento de um comité para o diálogo nacional.

O Secretário-Geral enfatizou, entretanto, que a repressão violenta pelas forças militares e de segurança deve cessar imediatamente, com vista a dar lugar ao diálogo conducente a reformas abrangentes e as mudanças exigidas pelos sírios.

 

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