Mais de 16 milhões de órfãos devido à Sida no mundo, aponta a ONU

3 junho 2011

Governos e instituições internacionais discutem, em Nova Iorque, melhorias na vida de crianças afectadas pela doença; África Subsaariana tem a maior parte dos casos com 14,9 milhões de órfãos do HIV.

[caption id="attachment_197030" align="alignleft" width="350" caption="Crianças afetadas pela Sida"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Cerca de 16,6 milhões de crianças perderam um ou ambos os progenitores devido à Sida até finais de 2010, apontam as Nações Unidas. A maior parte destes menores vive na África Subsaariana, com 14,9 milhões de órfãos do HIV.

Mais de 100 representantes governantes reúnem-se, a partir desta sexta-feira em Nova Iorque, numa conferência organizada pelo Fundo da ONU para a Infância, Unicef, o Programa Conjunto da ONU sobre o HIV/Sida e o Plano Emergencial do presidente norte-americano para alívio à Sida, Pepfar.

Esforços Globais

O objectivo do encontro que reúne doadores, organizações internacionais e instituições académicas é debater a promoção de abordagens baseadas em provas  para melhorar a vida de crianças afectadas pela doença.

Em declarações à Rádio ONU, a representante do Secretário-Geral sobre a Violência contra Crianças, Marta Santos Pais, falou das expectativas relativamente à reunião global.

Reflexão

“Esperámos que este seja um momento de reflexão justamente para que a comunidade internacional possa reforçar a sua acção nessa área e possa permitir que, também para as crianças afectadas pela Sida, a vida tenha um sentido e  não se encontre frustrada por fenómenos para além daquilo que a criança pode controlar e, no fundo,  são vítimas de uma forma tão dramática”, sublinhou.

O Unicef aponta que apesar da continuação dos esforços globais para melhorar as vidas de crianças afectadas pelo HIV/Sida, estes ainda são insuficientes para atender às necessidades crescentes de milhões.

Lições

Os tópicos discutidos, incluem lições aprendidas da precaução, protecção e barreiras para aumentar o acesso à prevenção, tratamento e cuidados. Prevê-se abordar também o aumento do impacto dos investimentos para que os objectivos sejam alcançados.

De acordo com a organização devem ser estimuladas abordagens sobre a protecção social através de transferências monetárias e programas de sobrevivência baseados em microfinanças, provisão de insumos agrícolas para as famílias pobres afectadas pela doença.

O Unicef lembra que após lidar com o trauma da perda de parentes e dificuldades económicas, devido ao declínio da renda familiar e custos de saúde,  as crianças infectadas  sofrem de estigma, discriminação e exclusão da escola e serviços sociais.

 

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