Em Haia, Mladic diz ter defendido sua nação e seu povo

3 junho 2011

Ex-general bósnio compareceu, pela primeira vez, no Tribunal, para responder a acusações que incluem genocídio, perseguição, assassinato e extermínio.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O ex-comandante militar bósnio, Ratko Mladic, recusou-se a responder a acusações do Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia. Mladic disse ter defendido o seu país e o seu povo nesta sexta-feira, durante a sua primeira aparição, em Haia.

Após questionado se entendia os procedimentos do tribunal o antigo general, de 69 anos, disse que sim. As acusações lidas pelo juiz, Alphons Orie, incluem genocídio, perseguição, assassinato, extermínio, deportação, transferência forçada, tortura, estupro e saque.

Defesa

O advogado sérvio, Aleksandar Aleksic, foi apontado pelo tribunal como defensor de Mladic, tendo sido dada a opção que este o represente permanentemente ou que o réu opte por conduzir a sua própria defesa.

Na semana passada, Mladic foi transferido para a custódia do Tribunal depois de estar foragido por quase 16 anos.

Crimes

Entre Maio de 1992 e finais de 1995, Mladic teria, alegadamente, cometido vários crimes contra muçulmanos bósnios, bósnio-croatas e civis não sérvios na Bósnia-Herzegovina.

O Tribunal aponta que forças sob o comando do ex-general teriam executado, sumariamente, pelo menos de 7 mil homens e rapazes muçulmanos bósnios em Srebrenica, em Julho de 1995.

 

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