Conferência em Doha estabelece base para acordo de paz em Darfur

2 junho 2011

Partes envolvidas no conflito na província sudanesa concordaram em estabelecer diálogo e promover consultas internas; ONU estima que conflito em Darfur já fez 300 mil mortos e 2,7 milhões de desalojados.

[caption id="attachment_196885" align="alignleft" width="350" caption="Soldado da ONU em Darfur"]

Daniela Gross, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

As partes envolvidas no conflito em Darfur concordaram em realizar consultas internas e diálogo na província, a serem monitorizados por um comité internacional.

A decisão  foi tomada numa conferência em Doha, concluída no final de Maio, reunindo representantes do governo sudanês, grupos armados, partidos políticos, grupos da sociedade civil, desalojados e refugiados.

Comunidade Internacional

Além de cerca de 500 delegados de Darfur, o evento contou com a participação da comunidade internacional, incluindo a Liga Árabe, a Organização da Confêrencia Islâmica e enviados especiais para o Sudão e Darfur.

O chefe da Missão Conjunta da ONU e da União Africana na província sudanesa, Unamid, Ibrahim Gambari, declarou que o documento final da conferência “deve formar as bases para discussões adicionais pela União Africana, as Nações Unidas e outros parceiros internacionais.”

Obstáculos

De acordo com o representante, o debate a decorrer nas próximas semanas deve  determinar a melhor forma de consolidar o sucesso do processo de paz de Doha.

Porém, Gambari acrescentou que “ainda existem obstáculos para a implementação destes passos, os quais incluem contínuos confrontos militares entre o governo do Sudão e movimentos rebeldes em partes de Darfur.”

Movimentos Armados

Entre os obstáculos está a recusa de alguns movimentos armados de participarem do processo de paz e a união dos movimentos armados para darem continuidade a luta ao invés da paz, e que estes impedimentos precisam ser abordados, apontou.

O conflito em Darfur, que opõe tropas do governo, milícias e rebeldes iniciou em 2003. Segundo estimativas da ONU, mais de 300 mil pessoas morreram devido aos confrontos.

*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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