Moçambique com 2º maior crescimento económico entre importadores de petróleo

31 maio 2011

FMI indica que posicionamento entre países da África Subsaariana resulta das políticas económicas adoptadas pelas autoridades antes da recessão global.

[caption id="attachment_196692" align="alignleft" width="350" caption="Tanques de Petróleo "]

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

Um relatório do Fundo Monetário Internacional, FMI, refere que Moçambique teve a segunda maior taxa de crescimento económico entre os países não exportadores de petróleo na África Subsaariana, no ano passado.

De acordo com a avaliação do FMI, Moçambique cresceu cerca de 8%. O Ruanda, com aproximadamente 10%, foi o país importador de petróleo que mais cresceu economicamente na região, em 2010.

Segundo a instituição financeira, o crescimento real do Produto Interno Bruto moçambicano este ano será de 7% e 8% a médio prazo, enquanto a inflação média atingirá os 9,5 %.

Impacto

O representante do FMI em Moçambique, Victor Lledó, assinalou, contudo, que o crescimento da economia de Moçambique tem pouco impacto na melhoria da vida das classes mais pobres do país.

“Moçambique, apesar do seu positivo recorde de crescimento acelerado não tem um dos melhores recorde em pegar esse crescimento e transformar em redução da pobreza. Essa capacidade de transformar o crescimento em redução de pobreza parece estar diminuindo ao longo do tempo. Então, o modelo económico moçambicano também tem que ser reflectido para tornar esse crescimento mais inclusivo”, afirmou.

Políticas

O organismo financeiro mundial refere que a taxa de crescimento da economia resulta das políticas económicas adoptadas pelas autoridades moçambicanas antes da recessão global. Segundo a instituição, as previsões económicas do país para 2011 e no médio prazo permanecem favoráveis.

O balanço consta do relatório de 2011 do FMI sobre as “Perspectivas Económicas para a África Subsaariana”, lançado esta segunda-feira na capital moçambicana.

O FMI assinala que a economia na maioria dos países da região de África Subsaariana está a recuperar-se a níveis mais altos que os registados no período anterior à crise financeira mundial.

 

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