Brics critica processo de seleção para chefe do FMI
BR

26 maio 2011

Em comunicado conjunto, diretores-executivos do órgão representando Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, disseram que escolha baseada em nacionalidade ‘mina legimitidade do Fundo’.

 

[caption id="attachment_196469" align="alignleft" width="350" caption="Dominique Strauss-Kahn deixou FMI"]

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

Representantes dos Brics, o grupo que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, divulgaram um comunicado conjunto sobre o processo de seleção para a chefia do Fundo Monetário Internacional.

O comunicado foi assinado pelos diretores-executivos do FMI que representam os países dos Brics incluindo o brasileiro, Paulo Nogueira Batista Júnior.

Países em Desenvolvimento

Segundo o texto, publicado nesta quarta-feira, o critério de seleção para o cargo de diretor-gerente do FMI, baseado em nacionalidade, “mina a legimitidade do Fundo”.

Os representantes dos Brics também disseram que a crise financeira recente, causada por países desenvolvidos, demonstrou a urgência de reformas internacionais. Para o grupo, as medidas devem dar relevância ao crescente papel de países em desenvolvimento na economia mundial.

O grupo disse que a exigência para que o chefe do FMI seja um europeu é “anacrônica.” Os representantes dos Brics disseram que estão preocupados com “declarações de altos funcionários europeus de que a chefia do órgão teria que continuar sendo ocupada por um representante do continente”.

O comunicado dos Brics afirmou ainda que o próximo chefe do FMI deve ser uma pessoa qualificada para o posto e que se adapte às novas realidades da economia mundial.

Na segunda-feira, o FMI anunciou o início do processo de seleção para o novo chefe do órgão após a renúncia repentina do ex-diretor-gerente do Fundo, Dominique Strauss-Kahn.

 

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