Telemóveis ajudam a combater fístula obstétrica na Tanzânia

26 maio 2011

Cerca de 3,7 mil casos da lesão são diagnosticados anualmente no país da África Oriental; altos custos impedes acesso das sobreviventes ao tratamento.

[caption id="attachment_196426" align="alignleft" width="350" caption="Foto: Fnuap"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Um serviço de telemóvel que presta apoio financeiro a mulheres sobreviventes da fístula obstétrica, na Tanzânia, foi enaltecido pelo Fundo das Nações Unidas para a População, Fnuap.

Representantes da comunidade internacional, sociedade civil e do governo norte-americano reuniram-se, nesta quarta-feira, em Washington num congresso apoiado pela agência da ONU.

Despesas

Em todo o mundo, mais de dois milhões de mulheres convivem com a doença, que pode ser evitada. A lesão, que ocorre durante o parto, pode ter consequências graves se não houver intervenção atempada.

Uma das operadoras de telemóveis da Tanzânia, envia valores para cobrir despesas de viagem das sobreviventes das suas residências para o único hospital que faz a cirurgia de reparação na capital, Dar-es-Salam.

Através de uma sms, embaixadores voluntários da fístula, que podem ser antigos pacientes, trabalhadores de saúde ou funcionários de ONGs, identificam as pacientes. Depois de receberem o montante, encaminham-nas  para o tratamento.

Custos

Cerca de 3,7 mil casos da fístula obstétrica são anualmente diagnosticados na Tanzânia. O alto custo de transporte e acomodação continuam a impedir o acesso das sobreviventes de aldeias remotas ao tratamento.

De acordo com estatísticas da ONU, a Tanzânia está entre os 11 países do mundo com o maior número de mortes devido à fístula, que juntos somam 65% dos casos fatais.

 

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