G-8 debate estabilização económica do Egipto e Tunísia

25 maio 2011

Banco Mundial defende abordagem integrada e promete US$ 6 mil milhões aos dois países do Norte de África.

[caption id="attachment_196407" align="alignleft" width="350" caption="População na Tunísia"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Esforços internacionais para estabilizar as economias do Egipto e Tunísia serão debatidos na cimeira dos líderes do G-8, o grupo das oito maiores economias do mundo, a decorrer a 26 e 27 de Maio em França, anunciou o Banco Mundial.

Os dois países foram palco de levantes populares que se alastraram pelo Norte de África e Médio Oriente.

Modernização

Nesta terça-feira, a instituição financeira prometeu conceder US$ 6 mil milhões ao Egipto e Tunísia com vista à modernização das suas economias e criação de mais oportunidades para as populações.

Durante os próximos dois anos, cerca de US$ 4,5 mil milhões serão alocados ao Egipto para abordar as quedas nas reservas financeiras e reforçar as perspectivas de crédito e investimento.

Reformas

A Tunísia deve receber US$ 1 mil milhão para a governação e reforma além dos já anunciados US$ 500 milhões que integram um pacote atribuído para apoiar esforços de promoção das liberdades de expressão e associação, acesso à informação e transparência na licitação.

O director-geral do Banco Mundial, Robert Zoellick, sublinhou, entretanto,  que “o apoio deve sustentar o momento e acelerar o progresso que só pode ser alcançado por reformas reais.”

As concertações internacionais para a estabilização dos dois países envolvem o trabalho com o Fundo Monetário Internacional, FMI, com vista a uma abordagem integrada para “estabilizar e modernizar as economias da região.”

 

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