G-20 evita protecionismo como reação à recessão global

25 maio 2011

Relatório aponta América Latina e Caraíbas como origem de  maior fluxo de investimento externo; declínio da performance da Líbia e África do Sul determinam queda em África.

[caption id="attachment_196397" align="alignleft" width="350" caption="Reunião do G-20 "]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

O G-20, o grupo das 20 maiores economias do mundo, cumpriu a promessa de evitar o proteccionismo em resposta à recente recessão global, aponta um novo relatório da ONU.

O documento foi publicado, esta terça-feira, pela Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento, Unctad, e a Organização para Cooperação Económica e Desenvolvimento, Ocde.

Restrições

Segundo o relatório, apesar das medidas do G-20, o resto do mundo foi marcado por aumentos nas barreiras comerciais.

Os países do grupo também eliminaram restrições ao investimento internacional e melhoraram a clareza para investidores estrangeiros, diz o estudo que analisou o período entre meados de Outubro de 2010 e finais de Abril deste ano.

A região da América Latina e Caraíbas é apontada como sendo a que teve maior aumento na saída de fluxo de investimento externo.

Espera-se que ao lado da China, Índia e Rússia, a economia brasileira continue subindo em 2011, devido ao crescimento económico, abundância de recursos e ‘motivos fortes’ para a aquisição de minerais e activos estratégicos no exterior.

Por seu turno, o fluxo de saída de investimentos de África apresentou um declínio dos US$ 4,5 mil milhões para US$ 4 mil milhões. O desempenho deveu-se a quedas significativas registadas na Líbia e África do Sul que, juntos, contribuíram em mais de metade para os resultados  obtidos em 2009.  No Egipto, os fluxos para o estrangeiro mais do que duplicaram situando-se em 1,2 mil milhões.

Medidas Globais

O relatório aponta que, nos últimos seis meses, registou-se um aumento de medidas globais restringindo ou regulamentando o investimento estrangeiro.

Dos países do G-20, sete adoptaram políticas específicas de investimento e nove optaram medidas de emergência com impacto potencial no investimento internacional.

Um adoptou medidas de investimento relativas à segurança nacional, enquanto oito concluíram seis tratados de investimento.

 

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