Vítimas da violência na Colômbia exigem indenização
BR

20 maio 2011

Quatro comunidades, alvos de grupos armados, apresentaram planos de reparação aos governos locais; proposta é apoiada por agências internacionais.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.*

 

A Organização Internacional para Migrações, OIM, informou que comunidades afetadas pela violência armada na Colômbia entraram com pedido de indenização.

Três comunidades colombianas, El Salado, Libertad e El Tigre, além da Associação dos Trabalhadores Camponeses de Carare, exigem ainda medidas de segurança para evitar a repetição de intimidações e assassinatos na região.

Direitos

A Colômbia vive um conflito civil entre tropas do governo, grupos rebeldes e paramilitares há mais de quatro décadas.

De acordo com a OIM, que ajudou a produzir o plano coletivo de indenização, as vítimas também pedem a restituição de seus direitos à saúde, moradia e educação.

O pagamento aos que sofreram com a violência armada é apoiado por organizações internacionais que atuam com a Comissão Nacional da Colômbia para Reparação e Reconciliação, Cnrr.

Momento Histórico

O chefe da OIM na Colômbia, Marcelo Pisani, disse que "este é um momento histórico porque ações de indenização coletiva, com as mesmas características, não foram registradas em nenhum outro país.

Ele disse que a decisão de pedir a compensação partiu das comunidades. Segundo Pisani, os governos locais terão agora a chance de mostrar o compromisso deles para com as vítimas da violência.

A lei colombiana de Justiça e Paz, sancionada em 2005, contempla indenização coletiva.

Além da OIM, o projeto conta com o apoio da Agência Americana de Desenvolvimento Internacional, Usaid.

O governo colombiano disse que até agora 332 mil pessoas entraram com pedidos de indenização por terem sofrido a violência de grupos armados.

Dados oficiais sugerem que os confrontos levaram mais de 3,6 milhões de pessoas a abandonar suas casas.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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