Incêndios Florestais aceleram mudanças climáticas, diz FAO (Português África)

10 maio 2011

Estudo apresentado na Conferência Internacional na África do Sul propõe medidas de actuação contra o fenómeno.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

Os incêndios florestais podem estar a acelerar o aquecimento global quando ocorre um agravamento das condições climáticas, alerta a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

Num estudo apresentado esta terça-feira, na Conferência Internacional Sobre Incêndios Florestais de Sun City, na África do Sul, a agência aponta uma série de medidas de actuação contra o fenómeno.

Botsuana

O relatório publicou resultados de uma investigação efectuada na parte ocidental do Botsuana, onde ocorreram transformações da savana e pradaria.

Acredita-se que devido às queimadas de Ghanzi, provocadas pelo homem em 1998, tenham sido perdidos mais de 24 mil hectares de terra. Os prejuízos económicos para a região são estimados em cerca de US$ 240 mil.

Amazónia

No Brasil, a Amazónia é tida como região onde se registaram as piores perdas da biodiversidade devido aos incêndios. O estudo aponta que o fenómeno foi responsável por uma "dimensão quase incalculável" de emissões de gases, citando a gravidade da queimada da Roraima, em Março de 1998.

A pesquisa apresenta igualmente casos de incêndios ocorridos recentemente na Indonésia, Israel, Grécia, Rússia e Estados Unidos com mais de 250 mortos.

A FAO pede aos países que implementem uma uma estratégia de gestão mais abrangente, melhorando a monitoria de fogos e emissões de dióxido carbono que causam o aquecimento global.

 

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