Naufrágios deixam 1,4 mil desaparecidos originários da Líbia

10 maio 2011

Número inclui os cerca de 600 desaparecidos do barco que afundou nessa sexta-feira; Acnur pede assistência à Nato e companhias de transporte marítimo que operam no Mar Mediterrâneo.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 1,4 mil migrantes provenientes da Líbia desapareceram nos últimos dois meses, em consequência de naufrágios no Mar Mediterrâneo, apontou esta terça-feira o Alto Comissariado da ONU para Refugiados, Acnur.

De acordo com a agência, a maior parte das vítimas tenta fugir, por via marítima e em embarcações superlotadas, dos confrontos entre forças pró e contra o líder Muammar Kadafi, iniciados em Março.

Desaparecidos

O número inclui também os cerca de 600 desaparecidos do barco que afundou nesta sexta-feira, logo após terem partido da capital líbia, Trípoli.

Agências humanitárias apelaram à Organização do Tratado do Atlântico Norte, Nato, e companhias de transporte marítimo que operam no Mar Mediterrâneo que prestem auxílio aos migrantes.

Em declarações à Rádio ONU, de Paris, o porta-voz do Acnur, William Spindler, disse que o destino dos migrantes é a ilha italiana de Lampedusa ou Malta, em barcos sem segurança.

Situações de Perigo

"É muito importante nestas circunstâncias responder às situações de perigo e quando as pessoas pedem pedem ajuda, devem ser salvas. Por isso, os países do Mediterrâneo devem responder de uma maneira pronta e activa a todos os pedidos de ajuda das embarcações de refugiados."

O Acnur refere que o número total de mortos continua desconhecido, apesar de terem sido recuperados 16 corpos. Acredita-se que a maioria dos migrantes seja proveniente da África Subsaariana.

De acordo com o Acnur, cerca 12,3 mil migrantes chegaram a Lampedusa e Malta nos últimos meses provenientes da Líbia.

 

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