Fome mata dezenas de refugiados em Moçambique, diz governo

10 maio 2011

Autoridades indicam que malária e longas caminhadas também contribuem para a má condição física dos deportados.

Manuel Matola, da Rádio ONU em Maputo.

Pelo menos 39 migrantes morreram desde Janeiro no Centro de Acolhimento de Maratane, na província de Nampula, anunciou o Instituto Nacional de Apoio aos Refugiados de Moçambique, Inar.

A malária e fome são apontadas como as principais causas de morte dos refugiados, maioritariamente provenientes da região dos Grandes Lagos. A situação levou o Programa Mundial de Alimentação, PMA, a reforçar o apoio nutricional àquele campo.

Alimentação

O Assistente de Programas do Inar, Adérito Matangala, garantiu esta segunda-feira à Rádio ONU, em Maputo, que desde o início do ano, o PMA canalizou perto de 20 toneladas de comida aos 8 mil refugiados albergados em Maratane.

"Nós constatamos que os últimos grupos (de refugiados) que dão entrada através do distrito de Palma, província de Cabo Delgado, maioritariamente constituídos por indivíduos de países de Corno de África, como seja Somália e Etiópia, apresentavam elevado índice de desnutrição, que resultou em algumas mortes", afirmou.

Distâncias

Segundo o responsável governamental, grande parte dos candidatos a asilo chegam ao centro de acolhimento após percorrer milhares de quilómetros desde o Corno de África, o que contribui para a sua má condição física.

Entre Janeiro e Março, mais de 400 imigrantes pediram permissão para viver em Moçambique.

 

♦ Receba atualizações diretamente no seu email - Assine aqui a newsletter da ONU News
♦ Baixe o aplicativo/aplicação para - iOS ou Android
♦ Siga-nos no Twitter! Assista aos vídeos no Youtube e ouça a rádio no Soundcloud