Dezenas de corpos são descobertos em valas comuns na Cote d’Ivoire
BR

9 maio 2011

Escritório de Direitos Humanos da ONU acredita que mortes teriam ocorrido na capital comercial marfinense, Abidjan, por milícias leais ao ex-presidente Laurent Gbagbo.

[caption id="attachment_195355" align="alignleft" width="175" caption="Civis na Costa do Marfim"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova York.*

As Nações Unidas informaram que mais de 50 corpos foram achados em valas comuns na capital comercial da Cote d'Ivoire, Abidjan. Outros 20 teriam sido encontrados em áreas separadas.

A informação foi dada pelo Escritório da ONU de Direitos Humanos, nesta segunda-feira.

Sexo Masculino

Em entrevista à Rádio ONU, de Genebra, o porta-voz do Escritório, Rupert Coville, disse que dos 52 corpos descobertos, na sexta-feira, a maioria era de sexo masculino. A Cote d'Ivoire, também conhecida como Costa do Marfim, estava vivendo um impasse eleitoral desde novembro passado.

De acordo com o porta-voz, havia 10 valas incluindo duas comuns contendo 31 e 21 corpos, respectivamente. Os outros 18 foram descobertos separadamente. Ele acrescentou que, aparentemente, as mortes teriam sido perpetradas por milícias pró-Laurent Gbagbo, um dia após a detenção do ex-presidente por forças leais ao presidente atual, Alassane Ouattara.

Gbagbo se recusava a deixar o poder por discordar da derrota eleitoral nas urnas em 2010.

De acordo com o Escritório para os Direitos Humanos, as famílias das vítimas serão entrevistadas sobre as mortes.

Ainda no mês passado, a alta comissária de Direitos Humanos, Navi Pillay, afirmou que alguns crimes cometidos após a violência pós-eleitoral no país podem ser considerados crimes de guerra.

*Apresentação: Leda Letra, da Rádio ONU em Nova York.

 

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