Hillary Clinton alerta para a alta dos preços dos alimentos
BR

9 maio 2011

Secretária de Estado americana pediu “comprometimento redobrado” para segurança alimentar durante encontro na FAO, na sexta-feira.

[caption id="attachment_192670" align="alignleft" width="175" caption="Hillary Clinton"]

Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova York.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reuniu com líderes das agências das Nações Unidas, na sede da FAO, e alertou para a alta dos preços dos alimentos. O encontro ocorreu na sexta-feira, em Roma.

Hillary Clinton disse que os preços voltaram a subir e que o índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, atingiu um pico em fevereiro. Segundo ela, a estabilização dos valores em abril significa apenas uma pequena redução.

Pobreza

A secretária de Estado americana disse que, de acordo com o Banco Mundial, desde junho passado, 44 milhões de pessoas foram forçadas a viver na pobreza devido à alta no setor.

Ela lembrou a última crise alimentar em 2007 e 2008, quando nutrientes básicos para a sobrevivência rapidamente ficaram fora do alcance de centenas de milhares de famílias. Segundo Hillary Clinton, a crise causou frustação e raiva e desencadeou uma série de revoltas em dezenas de países.

Clintou mencionou três medidas para fortalecer a agricultura e segurança alimentar. A primeira seria adotar "políticas inteligentes" de proteção dos mais vulneráveis. Em segundo lugar, ela destacou a necessidade de redobrar o comprometimento com a questão. Por último, pediu maior coordenação dentro e entre as agências para aumentar a eficiência de todas as ações.

A secretária de Estado disse que a segurança alimentar pode ser "a causa mais importante do nosso tempo". Segundo ela, apesar do tema ser urgente, ele não atinge as manchetes de jornais.

Para Clinton, se algo não for feito, é possível que o mundo nunca alcance a segurança alimentar, pois a demografia, as mudanças climáticas e outros problemas são grandes ameaças.

 

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