Preços alimentares mantêm-se em Abril, diz FAO

5 maio 2011

Estabilização segue-se a queda recorde após aumentos em oito meses sucessivos; Índice de Preços Alimentares da FAO regista marca de 232 pontos em Abril.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Os preços alimentares estabilizaram-se em Abril, um mês após queda recorde a seguir a oito meses de sucessivos aumentos, anunciou esta quinta-feira a Organização da ONU para Agricultura e Alimentação, FAO.

O Índice de Preços Alimentares da FAO registou uma marca de 232 pontos em Abril, 36% acima do mesmo mês do ano passado e apenas 2% acima do pico registado em Fevereiro deste ano.

Grande Demanda

A queda do dólar e o aumento de preços de petróleo são também apontados pela FAO como os responsáveis pela variação dos preços alimentares, particularmente dos cereais.

A FAO indica que perante a grande demanda, as perspectivas de um retorno dos preços ao normal dependem largamente do aumento da produção e do reabastecimento das reservas de cereais em 2011.

Produção Global

Em entrevista à Rádio ONU, de Washington, o director do Escritório da FAO nos EUA, Daniel Gustafson, explicou como a produção do milho é um factor determinante para a variação dos preços.

"O cereal talvez mais crítico nisto é o milho, cujo grande exportador são os Estados Unidos. Ao longo da (época de) produção do milho, aqui nos Estados Unidos, teremos um sinal muito mais forte e confiável sobre a produção global, as possibilidades de exportação e a situação dos stocks - a diferença entre a produção e o consumo", disse.

O preço do óleo e da carne mantiveram-se aos mesmos níveis. No mesmo período, o açúcar baixou 7% e registou uma variação de 17% em relação ao recorde de Janeiro, indica o Índice de Preços Alimentares da FAO.

 

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