Acnur diz que situação da Líbia é crítica
BR

3 maio 2011

Desde a semana passada, mais de 3 mil migrantes chegaram à Itália fugindo da violência; durante o fim de semana, 8 mil pessoas da etnia berbere saíram da Líbia para a vizinha Tunísia.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou que a situação na Líbia é crítica. Somente no último fim de semana, 8 mil pessoas da etnia berbere entraram na Tunísia para fugir da violência na Líbia.

Desde a semana passada, outros três mil migrantes fugiram da Líbia por mar em direção à ilha de Lampedusa, na Itália. Os confrontos entre forças pró e contra o líder líbio Muammar Kadafi causaram milhares de mortes no país, segundo agências humanitárias.

Regiões Montanhosas

Durante uma entrevista a jornalistas, nesta terça-feira, em Genebra, o porta-voz do Acnur, Adrian Edwards, disse que o êxodo das regiões montanhosas do leste da Líbia até a Tunísia foi interrompido, na semana passada, por choques entre forças do governo e da oposição.

A chefe da Organização Internacional para Migrações em Portugal, Marta Bronzin, falou à Rádio ONU, de Lisboa, sobre a retirada de pessoas da cidade sitiada de Misrata.

"O barco que a OIM está utilizando para resgatar pessoas não consegue acostar no porto de Misrata por causa dos combates. Há um grupo de mil migrantes que estão nesse momento à espera e muitos estão em condições graves de saúde, estão feridos. Não há condições para poder tratar essas pessoas e alguns já morreram, infelizmente, porque não havia condições nos hospitais. Portanto é uma situação muito urgente," disse.

O Acnur informou que a insegurança na Líbia tem dificultado a passagem de ajuda humanitária. No último dia 25, um avião com barracas de hospital, utensílios de cozinha e folhas de plástico, aterrissou em Benghazi, no leste do país. Foi o primeiro voo humanitário na cidade.

O Acnur está pedindo doações pela internet. Com US$ 40 ou R$ 64, a agência informou que pode comprar 10 cobertores para as pessoas afetadas pela violência na Líbia.

 

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