Violência pode ter feito mais de 450 mortos na Síria

29 abril 2011

Conselho da ONU dos Direitos Humanos discute resolução propondo o envio de uma missão para investigar alegadas violações dos direitos humanos.

[caption id="attachment_195350" align="alignleft" width="175" caption="Kyung-wha Kan"]

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

Mais de 450 pessoas morreram e milhares de outras foram feridas durante os protestos antigovernamentais na Síria, disse esta sexta-feira, a comissária adjunta para os Direitos Humanos, Kyung-wah Kang.

Discursando na abertura da sessão especial sobre a situação no país no Conselho da ONU dos Direitos Humanos, em Genebra, ela apontou o que considerou "desrespeito generalizado, persistente e grosseiro dos direitos humanos pelas forças de segurança."

Posicionamento Brasileiro

Em declarações à Rádio ONU, de Genebra, a embaixadora brasileira, Maria Nazareth Farani Azevêdo, disse que os problemas não estão a ocorrer só na Síria, mas em outros países e afirmou que o diálogo é crucial para uma solução política.

"Que a repressão violenta seja, de alguma forma, encerrada e que esses países procurem diálogos e processos políticos. Não são as balas, mas sim a conversa,o diálogo, que vai resolver a questão", frisou.

Escalada da Violência

No seu pronuciamento, o Brasil, que ao lado de Angola é membro do Conselho, disse ter avançado as alternativas para o fim de acções violentas.

"Nós estamos muito preocupados com os acontecimentos e desdobramentos na Síria e pedimos que governo parasse com a escalada da violência, condenamos a morte de civis, o fim das agressões e pedimos a Síria para dar os passos necessários para o fim do conflito", disse.

Violência

A proposta de resolução, publicada antes da reunião do Conselho, condena o uso da violência contra manifestantes e propõe o envio de uma missão para investigar alegadas violações dos direitos humanos.

De acordo com o documento, o propósito das investigações é assegurar a prestação de contas dos responsáveis pelas violações, ocorridas nas manifestações que se intensificaram em Março.

Kang disse lamentar que o governo sírio "tenha ido contra o próprio desejo de implementar reformas políticas e económicas, levando a cabo uma "repressão violenta contra manifestantes pacíficos."

 

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