Eliminação do vírus H5N1 pode levar décadas
BR

21 abril 2011

Relatório da FAO diz que doença permanece endêmica em seis países; agência da ONU ressalta que políticas sanitárias devem priorizar características de cada região.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, informou que a eliminação do vírus H5N1, que causa a gripe aviária, pode levar 10 anos ou mais.

Em relatório, divulgado nesta quinta-feira, na sede da FAO, em Roma, especialistas da agência afirmam que a doença permanece endêmica em seis países: Bangladesh, China, Egito, Índia, Indonésia e Vietnã.

Sem Fronteiras

O chefe do Serviço Veterinário da FAO, Juan Lubroth, disse à Rádio ONU, de Roma, que enquanto o vírus H5N1 não for erradicado, nenhuma região estará imune.

"É uma doença transfronteiriça que afeta regiões. Não é uma crítica política. Temos que ver como fazer mais no ecossistema, no sistema agropecuário. As doenças não conhecem fronteiras. É como a febre aftosa. As doenças se estendem e não conhecem fronteiras", afirmou.

Desde o surgimento da gripe aviária em 2006, a doença afetou 60 países. Mas a grande maioria conseguiu eliminar o vírus.

Doadores Internacionais

Segundo a FAO, as políticas sanitárias de combate à gripe aviária têm de levar em conta as características de cada realidade.

O relatório da agência sugere medidas a serem tomadas nos próximos cinco anos e pede a ação combinada de governos e de doadores internacionais. A primeira diz respeito aos setores de aves em cada país. A agência pede mais fiscalização sanitária e educação de agricultores e comerciantes. Além disso, a FAO sugere o reforço das campanhas de vacinação dos animais.

 

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