ONU pede fim de hostilidades para acesso humanitário na Líbia

20 abril 2011

Subsecretária-geral de Assistência Humanitária manteve encontros com representantes do governo, do Comité Nacional de Transição e agências humanitárias do país.

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

A subsecretária-geral da ONU de Assistência Humanitária, Valerie Amos, pediu acção de boa-fé para a cessação temporária de hostilidades em Misrata, com vista ao acesso da ajuda humanitária.

Ela falava a jornalistas, em Nova Iorque, após visitar as cidades de Tripoli e da Bengazi, onde manteve encontros com representantes do governo, do Comité Nacional de Transição e agências humanitárias da Líbia.

Situação Grave

A representante considerou "grave" o evoluir da situação diária em Misrata. Ela acrescentou que apesar de a ONU não poder ter acesso a números verificáveis, centenas de pessoas teriam morrido durante os confrontos tendo manifestado preocupação com relatos de uso de artilharia pesada.

Valerie Amos apontou para a necessidade do reforço da ajuda humanitária na Líbia, com vista a assegurar que as populações do país estejam protegidas. Ela apontou que a presença de equipas no terreno vai permitir verificar informações sobre as necessidades humanitárias.

A subsecretária-geral apreciou o facto de ter sido assinado um acordo com o governo líbio prevendo a protecção das organizações humanitárias e internacionais que prestam assistência aos necessitados em áreas onde ocorrem conflitos. Porém, indicou ser urgente actuar e aumentar a capacidade de auxílio no terreno.

Mais de 550 mil pessoas já abandonaram o país, refere a ONU. Os campos de refugiados albergam 6375 provenientes na sua maioria do Sudão, Somália e Eritréia.

 

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