Em Tchernobil, Ban fala de reconstrução e desenvolvimento
BR

20 abril 2011

Secretário-Geral prestou homenagem às vítimas do pior desastre nuclear da História, e pediu mais segurança para o setor.

Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova York.

O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, visitou nesta quarta-feira o local do acidente de Tchernobil, na Ucrânia. Em 26 de abril, faz 25 anos que ocorreu o pior desastre nuclear da História. Em uma cerimônia para lembrar as vítimas, Ban falou sobre recuperação e desenvolvimento.

Segundo o Secretário-Geral, as áreas afetadas precisam de recuperação, novos postos de trabalho, investimentos e da restauração da comunidade local. Ele afirmou que o Plano de Ação da ONU sobre Tchernobil para 2016 reflete o compromisso de toda a organização com a região.

Seis Milhões

Ban Ki-moon participou de uma cerimônia ao lado do presidente ucraniano, Victor Yanukovych e de outras autoridades. Ele rendeu um tributo aos bombeiros que perderam a vida em serviço. O Secretário-Geral lembrou ainda as 6 mil crianças que foram afetadas com câncer na tireoide e dos 6 milhões de pessoas que continuam vivendo em áreas atingidas pelo desastre na Belarus, na Rússia e na Ucrânia.

Ao mencionar as vítimas, Ban Ki-moon afirmou que os sentimentos, hoje, são ainda mais profundos quando o mundo reflete sobre o que está ocorrendo no Japão.

Após o terremoto e o tsunami de 11 de março no país asiático, a central nuclear de Fukushima Daiichi teve que ser fechada por causa de vazamento radioativo em reatores da usina.

Vidas Transformadas

Ao lembrar os 25 anos de Tchernobil, Ban disse que o mundo se levanta em solidariedade a todos que tiveram suas vidas transformadas pela tragédia.

Para ele, a comunidade internacional também deve se perguntar se os riscos e custos da energia nuclear estão sendo calculados corretamente. E se tudo o que pode ser feito para proteger as pessoas está sendo feito.

Para o Secretário-Geral, como um dos efeitos das mudanças climáticas, poderá haver outros desastres nucleares. Ele afirmou que são precisos padrões internacionais e mais troca de informações entre países na construção de centrais nucleares e nas garantias da segurança.

 

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