Milhares de chadianos fogem da Líbia para seu país de origem

20 abril 2011

Somente na cidade de Faya, no nordeste do Chade, 8 mil pessoas cruzaram a fronteira em Março.

Marina Estarque, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, Acnur, informou, nesta segunda-feira, que milhares de chadianos estão a retornar ao país natal, a fugir da violência na Líbia.

De acordo com a agência da ONU, 300 pessoas chegam por dia à cidade de Faya, no nordeste do Chade, e milhares estão a caminho. Desde finais de Março, 4,500 chadianos entraram no país através da rota. Autoridades locais afirmam que 8 mil pessoas já passaram pela cidade no último mês.

Apoios

Em declarações à Rádio ONU, de Lisboa, a representante da Organização Internacional para Migrações, OIM, Marta Bronzin, disse que os migrantes chadianos clamam por apoio internacional.

"Houve notícias de perto de 30 mil nacionais do Chade que ainda se encontram na Líbia e nem sequer conseguiram chegar às fronteiras e que, de alguma forma, são as vítimas esquecidas desta situação. É preciso manter atenção sobre eles para poder ajudar", disse.

Violência

Os chadianos foram publicamente considerados suspeitos de serem mercenários contratados governo líbio e, por isso, foram um alvo comum de retaliações.

O Acnur aponta que um dos maiores desafios é garantir que os milhares de famintos e necessitados que chegam diariamente à cidade de apenas 2 mil habitantes não sobrecarreguem a já precária infra-estrutura de Faya.

*Apresentação: Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.

 

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